“Se vós permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes, e vos será feito” João 15:7.

Recebemos mesmo tudo o que pedimos? Não, sabemos que não. Pedimos muitas coisas que nunca recebemos. Eu mesmo pedi muitas coisas e não as recebi. Hoje, olhando para trás, dou graças a Deus por isso. Benditas orações não respondidas! Mas e a afirmação do texto acima?
O que está sendo dito é clarificado na Linguagem de Hoje: “Se vocês ficarem unidos comigo, e as minhas palavras continuarem em vocês, vocês receberão tudo o que pedirem”. Notou bem? “Se ficarem unidos comigo”. Na perfeita comunhão com ele, que é fruto de uma permanência (um estado constante), ficamos sintonizados com ele e pedimos como devemos pedir. Aliás, em suas cartas João usa muito o verbo “permanecer”. Crer em Cristo é mais que experimentar vagas sensações. É “estar em Cristo” (Paulo). É “permanecer em Cristo” (João).
Ilustremos. Um casal bem casado, que se ama e tem prazer em permanecer junto, porque se curte, muitas vezes não precisa falar o que deseja. A outra parte já sabe. Um sabe o que outro pensa. Sabe o que o outro necessita. Os dois são mesmo uma só carne. Uma só cabeça. Uma só mente. É esta comunhão que produz perfeita identidade que está em foco.
A oração não é uma lista de compras que passamos a Deus. E Jesus não é a senha do cartão de crédito, que nos permite adquirir o que desejamos, no banco das bênçãos celestiais. É verdade que pedimos por necessidades nossas. Porém, acima de tudo, oração é sintonia com Deus. É querer estar com Ele. Quando a presença dele é nosso desejo maior, tudo se acerta. Nem sempre recebi o que pedi. Na realidade, muitas vezes não recebi o que pedi. Contudo, sempre recebi o que precisei. Alegará alguém: “Mas Jesus disse: 'Vos será feito'”. Sim, afirmou. Mas o contexto em que o versículo se encontra nos ajuda a entender. Ele está localizado entre os versículos 6 e 8, que tratam de dar frutos, e não de atender nossas necessidades pessoais. Quem permanece em Jesus se sente seguro e realizado em dar frutos. Até mesmo suas necessidades pessoais ocupam segundo plano. E vale apena lembrar Tiago 4.3: “pedis e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites”. Quando vivemos mesmo com Deus desejamos que nossa vida seja frutífera. Desejamos honrá-lo. Realizamo-nos em ser úteis e abençoar pessoas, como seus instrumentos.
Nas vezes em que não recebi o que pedi, e me sucedeu algo diferente do que queria, mais tarde entendi o que Deus fez. Lembrei-me de João 13.7: “O que eu faço, tu não o sabes agora; mas depois o entenderás”. Novamente: “Benditas orações não respondidas!”.
Por isso, ore pelo simples fato de orar. Pelo fato de ter comunhão com Deus. Já experimentou orar dizendo: “Hoje não vim pedir nada, só vim para ficar aqui com o Senhor!”? Você descobrirá que Ele vale mais que o que pedimos. Jesus deve ser amado e buscado pelo que fez por nós, não pelo que pode nos dar. Ele já nos deu. E muito. Se der mais, glória a Deus! Se nada mais der, glória a Deus! Sintonize-se com o Salvador. Permaneça Nele. Você terá o que precisa.

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