Um Milagre Para todos
Quando o menino nasceu, os médicos chamaram os pais e disseram: “Por dever da nossa responsabilidade, somos obrigados a dizer-lhes que seu filho nasceu com uma disfunção cerebral congênita e não responde a nenhum tipo de estímulo. É possível que nunca venha a andar ou a alimentar-se sozinho, falar, ler ou escrever, e, se vocês quiseram que ele sobreviva mesmo assim, terão muito trabalho. Só um milagre pode mudar essa situação. Recomendamos que vocês procurem a ajuda de um psicólogo. Na saída vocês receberão todas as informações sobre os exames feitos”. Desde a gestação, o casal percebera que havia algo anormal com o bebê. Eles já possuíam outros três filhos e, ao contrário dos outros que se mexiam e pulavam na barriga da mãe, este neném ficava  o tempo todo imóvel, não respondia a qualquer toque e parecia que nem mudava de posição. Os outros três filhos do casal eram crianças normais, e os médicos não tinham qualquer explicação para a má formação do bebê. Todos os exames médicos tinham sido feitos com perícia e os procedimentos cirúrgicos não apresentaram qualquer problema.  Restava a pergunta que não queria calar: “por que?”. Ao conversarem com o seu pastor, tiveram as seguintes respostas: “ Deus não cria nada errado. De Deus não sobrevem jamais qualquer coisa que não seja perfeita. Os problemas que surgem são causados pela nossa contingência humana. Deus, no entanto, por sua misericórdia, pode transformar um infortúnio em bênçãos e vitória, e este milagre vocês podem esperar, com certeza”.
Aceitaram o desafio. Cuidaram do menino com tanto amor, com tanto carinho, que começaram a sentir que ele e seus outros filhos estavam crescendo em união, em amor, e em graça. Deram ao bebê o nome que já haviam escolhido: Teodoro, que significa dádiva de Deus. Nunca uma palavra de queixa ou inconformação saiu dos lábios daquele casal. Foram mais de 12 anos de renúncias, trabalho e muita oração. Emily jamais ouviu dos lábios do seu pequeno Ted nem mesmo o balbuciar da palavra mãe.
Quando, finalmente, aconteceu a ruptura dos tênues laços que prendiam o menino à vida, Carlos e Emily sentiram  um enorme vazio, uma profunda ausência que só a presença de Cristo, em uma experiência viva de fé, podia preencher. Não houve o milagre que eles esperavam, a cura do menino, mas um outro milagre aconteceu. Certo dia, alguns meses depois, estavam todos na sala: Carlos, Emily, a filha mais velha, e Daniel, seu marido, Henrique, sua namorada e Linda, a caçula, então com 15 anos. Cantaram os hinos prediletos da família, oraram juntos. Leram a Palavra e começaram a compartilhar suas experiências com Deus quando Daniel, genro do casal, assim como quem diz a coisa mais natural do mundo, falou: “Gente, nesta casa há uma paz, uma alegria espiritual, uma esperança real de Jesus como não existe em nenhum outro local do mundo! Isso é um milagre!”.
“Essa paz é uma dádiva de Deus”, respondeu Emily, enquanto, instintivamente, seu olhar e o de Carlos se voltaram para a foto de Ted que estava sobre o piano. Eles não tinham dúvida no coração. Foi por causa de Ted. Ao buscarem a Deus com tanta fé na alma por  causa de Ted, eles haviam aprofundado as raízes de suas próprias almas no coração de Deus. Esse foi o milagre que Deus lhes deu. Por causa de Ted.
E as famílias que não vivem a experiência de terem no seu seio um Ted, onde todos os filhos são perfeitos, por que, por gratidão, não se dedicam tão intensamente ao Senhor, não aprofundam no coração de Deus as raízes dos seus próprios corações? Esse é o milagre disponível a todos os filhos de Deus. Um milagre para todos.


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