Sonhos ou projetos  Para o ano novo?O início de um novo ano serve como plataforma de lançamento para as realizações de alguns sonhos não realizados durante o ano que se foi. Creem, alguns, que o dia 1º janeiro traz em si  poção mágica que conduz a grandes conquistas. Aqueles desejos alimentados durante muitos primeiros janeiros agora ganharão forma, serão concretizados miraculosamente.
O regime, tantas vezes abandonado durante o ano, neste novo ano será realizado. Custe o que custar vou praticar esportes, caminhar todos os dias, comer só frutas e alguns legumes. Receitas, as mais estrambóticas, copiadas dos programas de TV das revistas nos consultórios médicos, dos cadernos surrados das amigas, funcionarão em 2012. Não importa o preço. O sonhador está disposto a qualquer sacrifício para perder peso, voltar à forma. Quem sabe até voltar a vestir o terno do casamento ou usar o vestido da lua de mel. Alguns, mais cultos, vão ler aquele livro cuja leitura foi interrompida no segundo capítulo no mês de março. Os estudantes sonham em ser mais eficientes, mantendo maior atenção às aulas e tendo menos faltas, para evitar a reprovação ou a dependência. Vai ser diferente! As lições das derrotas foram aprendidas. Os pais verão!
Há casais que propõem uma trégua nas intermináveis brigas. Com beijinhos de Feliz Ano Novo, vão construir um relacionamento firmado nas juras de amor dos tempos de namorados.
Os endividados montam orçamentos rígidos para saldar as dívidas e não contrair novos compromissos. Afinal, o sonho da casa própria, do novo carro, daquele cruzeiro marítimo, exige boa administração financeira. Até o Governo sonha em diminuir seus gastos durante o ano que se inicia. Embora o orçamento das despesas seja maior que a arrecadação. Não custa sonhar em equilíbrio financeiro. Sonhar não faz mal, sonhos não matam. Servem até para inflar a euforia dos menos ajuizados.
As igrejas também não escapam dos sonhos. Templos cheios, mesmo sem evangelização e testemunho pessoais. Todos os membros alunos da EBD, todos lendo a Bíblia diariamente  e realizando o culto doméstico com a família. Ninguém acompanhando novelas de gays e lésbicas. Os pais sonham em oferecer mais tempo à família. Alguns, mais afoitos, sonham em ser fiéis. Agora vou ser dizimista. Começo em fevereiro, é claro, pois o salário de janeiro já  está comprometido com as prestações de dezembro, pois precisava atualizar o guarda roupa. Tem gente sonhando em casar, embora não tenha namorado. “Mas Deus vai preparar”, dizem os achegados”, à Cristã do Brasil. Sonhos e mais sonhos. Sonhos que terminam no final de janeiro, deixando frustrações de mais um sonho que se diluiu no éter do tempo. Sonhadores, apenas, não chegam a lugar nenhum. Faltam-lhes as realizações. O acordar de madrugada e sair em busca da concretização.
Os projetos são diferentes. Podem até ser produtos de um sonho, com a diferença de que houve cálculo, planejamento, ação e dedicação para se tornar realidade. Quando planejamos somos forçados a estudar cada detalhe da execução. Verificamos a disponibilidade para sua consecução.
A Bíblia diz que Davi planejou edificar um suntuoso templo para abrigar a Arca do Senhor e reunir o povo para adoração. Deus o fez saber que seu filho, não Davi, seria o construtor do templo. Firmado no projeto, Davi providenciou todo material necessário à construção. O planejamento facilitou a construção (1 Crônicas 22). Bom seria se as igrejas possuíssem planejamentos que não ficassem a mercê de cada novo pastorado.
Na sugestiva parábola da previdência (Lucas 14. 25-35) Jesus nos oferece preciosas lições sobre o planejamento e projetos. É o homem que projeta edificar uma torre, mas primeiro calcula os gastos. O rei que vai à guerra, mas antes estuda o potencial do inimigo. Ao verificar a inferioridade do seu efetivo militar, pede paz. A lição principal que Jesus desejou transmitir aos seus ouvintes e a nós hoje está no preço que a vida cristã autêntica exige. Cristianismo não é sonho. É realidade, às vezes trágica, que exige um projeto de vida. Não basta ser batizado, ser membro de uma igreja, pertencer a um grupo específico. Há compromisso de vida e morte com Jesus.
Sonhar com o céu não é suficiente. A vida cristã há que ser vivida aqui nesta sociedade corrompida e perversa, com o desafio que exige do salvo resplandecer o poder transformador do Evangelho (Filipenses 2.15).
Neste Novo Ano Deus quer usá-lo, não como um sonhador, mas como salvo comprometido, cujo projeto de vida tenha como conclusão: “Já estou crucificado com Cristo” (Gálatas 2.20). Disposto a investir tudo o que tenho e sou no projeto de Deus para minha vida. O projeto de Deus passa pela cruz.

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