“Que naquele tempo estáveis sem Cristo...
mas agora em Cristo Jesus...”
Ef. 2:13


Ao ser perguntado sobre as mudanças que ocorreram em sua vida após aceitar a Cristo como Salvador um açougueiro respondeu: “Agora eu tirei o dedo da balança ao pesar a carne do freguês”. Soa engraçado, mas nos diz muito, pois atrás dessa atitude há uma mudança geral não só de comportamento como também de pensamentos e sentimentos. Há na verdade uma mudança de caráter.
“Antes de Cristo” e “Depois de Cristo” .
Talvez seja saudosismo, mas ainda me lembro da época em que as expressões “Ela é crente” ou “Ele é protestante” que pautavam as conversas nas esquinas ou nas rodinhas de bate papo do povo desta cidade se referiam a alguém que deixara de frequentar os lugares escusos ou as rodas dos escarnecedores e agora brilhava por suas ações honestas, seu falar verdadeiro, sua aparência “diferente”.
Após aceitar a Cristo jamais passava pela cabeça daquela “nova criatura” assentar-se em frente à telinha para ouvir personagens exaltando deuses estranhos nas novelas globais ou incentivando comportamentos, até então, considerados mundanos e abomináveis ao Senhor. Fofocas e atitudes obscenas não mais faziam parte do comportamento desse ser nascido de novo.
Jamais se cogitava em ausentar-se dos cultos no Dia do Senhor para prazeres, muitas vezes, contrários à Palavra de Deus.
É difícil acreditar na sinceridade daquele que se diz cristão e é capaz de fraudar o governo, seu chefe, seus colegas de trabalho ou até mesmo, seus irmãos em Cristo, sempre procurando “levar vantagem em tudo” e que é capaz de cobiçar a mulher do seu próximo, os bens do seu próximo, o cargo do seu próximo.
Como não relembrar da preocupação que tínhamos em manter limpos nosso nome de cristão, em conservar pura nossa reputação, em estar quites com a justiça e as leis do país? Como não ter saudades dos sacrifícios que fazíamos para assistir a um culto de Conferências numa igreja co-irmã, ainda que para isso tivéssemos de viajar horas e horas, somente pela possibilidade de ouvir a Palavra de Deus pregada e pela alegria da comunhão ou de viajar nos trens da Mogiana para levar a Palavra aos novos irmãos das fazendas da região?
É verdade. Eu sinto saudades de um tempo em que não se media esforços nem sacrifícios para a cada semana enfrentar chuva ou sol, xingamentos e ofensas para se postar numa esquina ao som do acordeão e , sem microfone ou caixas de som, cantar louvores ao nosso Deus e proclamar que “só Jesus Cristo salva” ao grupo de transeuntes que, curiosos, paravam para ver aquela turma de “fanáticos” numa esquina da cidade ou na praça da Matriz e que, muitas vezes, retornavam para suas casas como “novas criaturas”.
Querida(o) irmã(o), se o seu tempo “depois de Cristo, não puder fazer diferença, então é hora de parar e pensar no que está errado com sua vida cristã...

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