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Os sentimentos de culpa inserem-se na história do homem e em seus mitos. O que neles se exprime corresponde, certamente, a uma necessidade que está em todas as civilizações, em todas as culturas e em todos os períodos cujas produções humanas chegaram ao nosso conhecimento.
Os sentimentos de culpa são objeto de estudos profundos nas áreas da Psicologia, da Psicanálise e de outras especialidades.


A culpa não se afirma somente através do ato culpável, mas também na busca da punição que ele frequentemente permite. As faltas determinam muitas vezes sentimentos de culpa que poderiam ser classificados como má consciência e remorso quando o indivíduo age erradamente. O homem comete faltas e sente remorso quando o indivíduo age erradamente. O homem comete faltas, sente remorso e quer ser punido.
Na própria Bíblia encontramos fatos desta natureza. Basta nos lembrar de Judas Iscariotes. Após ter traído seu mestre a troco de 30 moedas de prata, foi tomado de profundo remorso. Na impossibilidade de reparar o seu erro puniu a si mesmo com a morte por enforcamento (Mateus 27.3-5).
Este pode ser o resultado e o fim da maioria daqueles que agem por interesse próprio, vingança, ciúmes, paixões, etc.
Certo homem comprou um carro novo. Ele vivia a limpar, lavar e cuidar de seu lindo automóvel. Um dia, quando lavava o carro, deixou seu filhinho de quatro anos lá dentro brincando. A inocente criança pegou no porta-luvas um objeto cortante e retalhou a almofada do banco traseiro. Quando o pai terminou de lavar o carro, abriu a porta para tirar o filhinho. Ao deparar com a criança cortando a almofada do carro, aquele pai foi tomado de uma ira profunda, tirou para fora o seu filhinho e bateu violentamente em suas mãos “para que nunca mais fizesse aquilo”.
Alguns dias depois, uma das mãos da criança começou a inchar e a ficar roxa. A mãe, preocupada, levou o menino ao médico. Após vários dias de tratamento, sem sucesso, a mão direita da criança teve que ser amputada.
Começava aí um dos mais terríveis dramas de sentimento de culpa de um pobre pai. O carro já não era mais tratado com o carinho de outrora e não trazia para eles as alegrias dos primeiros dias. Saía de casa triste e já nem fazia mais a barba. Além disso, começava a apresentar sintomas de depressão. Não é difícil imaginar também que aquele pai começava a ter pesadelos noturnos.
Certo dia, quando estava sentado no sofá da sala pensativo, o menino se aproximou e disse: “Paizinho, se eu ficar um menino bonzinho e não cortar mais o seu carro você devolve a minha mãozinha?”. Naquele instante, o pai se levantou e correu em direção à janela do prédio e pulou do oitavo andar, caindo sem vida ao lado do seu carro.
Pode parecer-lhe sinistro, não é verdade? Mas este foi o fim da história.
O sentimento de culpa é capaz de um gesto desesperador como o deste pai. Sua tragédia foi amplamente publicada em vários jornais há anos passados.
Nada é mais importante para os pais do que arranjar tempo para seus filhos  e se deleitarem com eles.
Filhos sem amor, sem carinho e sem assistência familiar são presas fáceis das drogas, do alcoolismo e da prostituição. “Adote o seu filho antes que um marginal o adote”.
Adote uma atitude firme e corajosa. Arranje tempo para o diálogo, arranje tempo para a família.
Ame em todo o tempo.
Ame hoje, para não ter que chorar amanhã.
Pat Boone conta-nos que em certa ocasião jogava golfe com seu filho pequenino. Em certo momento deu uma pancada mais forte e a bola foi parar em um matagal. Pai e filho,  por mais que procurassem, não encontravam a bolinha. O menino, inconformado, começou a chorar. Todo o esforço de Boone para consolar o filho foi em vão.
Uma situação que parecia tão simples agora começava a incomodar. Sem saber o que fazer Pat Boone se ajoelhou com o filho na grama fria e molhada do campo e oraram juntos: “Oh Deus! Como é importante para nós este momento de deleite entre pai e filho. Deus, mostra-nos a bolinha. Por Jesus. Amém”.
Resolveram procurar mais uma vez e, não muito distante dali, encontraram a bolinha e continuaram brincando por um longo tempo.
Este tipo de relação é muito importante para a formação do caráter e da vida de nossos filhos.   
         

 

 

 

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