Chegamos aos 112!É isso aí, chegamos aos 112 anos! E tudo começou com uma Bíblia. Tertuliano da Silva Gusmão, fazendeiro da região, ganhou uma Bíblia de presente. E a Bíblia o ganhou. Foi a “lâmpada para os pés e luz para o caminho” do fazendeiro. Rendeu-se a Jesus. E aí veio a família. O grupo cresceu. E no dia 4/2/1900, numa casa de adobe, a igreja foi organizada. Alguns anos depois elegeu o primeiro pastor: Antonio T. de Queiroz. E começaram as perseguições. Foram lutas, umas temíveis e cruéis. Dizem os antigos que numa destas ações contra a igreja, a esposa de um dos pastores foi atingida por uma pedra que, algum tempo depois, a levou a óbito. Porém quanto maior era a perseguição, maior era o crescimento. 

Um esclarecedor artigo publicado num jornal local, registrou fatos históricos e de grande desafio à geração atual. Diz o citado artigo:

Com o passar do tempo a igreja cresceu em número, e, por isto, mais tarde, alugaram uma casa na Rua da Várzea (hoje, 2 de Julho)... Neste período violentas perseguições de grupos católicos se abateram sobre a Igreja. Os primeiros evangélicos de Conquista não renunciaram a sua fé.

O padre recomendava aos seus adeptos a queimarem toda literatura evangélica que recebessem dos protestantes hereges. Assim foram queimados folhetos e Bíblias em abundancia...

No final dos anos 20, o Pr. Antonio T. Queiroz foi acometido por enfermidade, tendo que se afastar de suas atividades sacerdotais. Foi substituído pelo Pr. Antonio Marques da Silva. Depois vieram ainda os Prs. José Félix, Casemiro Gomes de Oliveira, Firmino Silva, Luiz Régis, Eduardo Gobira de Souza, João Norberto da Silva, Saturnino Pereira, José Rego do Nascimento. Convém notar que o missionário MG White ocupou, como pastor interino, por ocasiões distintas (Trecho do edificante texto de Ramón Santos Gusmão, publicado em 3/2/01 - Jornal Diário do Sudoeste).

Até que em 11/5/58, tomou posse o Pr. Gérson Rocha. Foram 43 anos de profícuo ministério pela fé contra a esperança. Foi o lema da construção do templo atual. Um tempo de avivamento e visão às missões indígenas. Visão que é preservada até hoje.

A igreja tem procurado – mesmo em tempos difíceis – ampliar as suas tendas. Além dos índios e representada na África, mantêm suas congregações, pontos de pregação e investe nas crianças, alcançando escolas com o Projeto Ide e Semeai.

Não é uma grei perfeita, é militante. Preservar a sã doutrina, denunciar o pecado, falar em santificação, anunciar a volta de Cristo e pregar sobre o inferno em pleno século 21, é, no mínimo, estar fora de contexto e perdida no tempo. Até mesmo na visão de alguns grupos evangélicos é vista como igreja velha, ultrapassada e morta. Realmente, digo, é morta para o mundo porque aceita o “profano no lugar santo”. Avivamento não é gritaria. Avivamento produz lágrimas de contrição e, no dizer de Davi, o suspirar da alma por Deus (Sl 42:1).

Ainda há muito que fazer. E enquanto o Senhor não nos chama ao seu encontro nas nuvens, continuamos pregando o evangelho antigo, preservando a música espiritual, lutando para andar em novidade de vida e não de moda e anunciando que somente, unicamente em Cristo há salvação. Não há outro meio, mas não há mesmo!

Glória seja dada a Ele para sempre! Amém.

 

 

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