“Para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda a boa obra, e CRESCENDO no conhecimento de Deus”                       (Colossenses 1:10).

“O vento sopra onde quer, e ouves a sua voz; mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito” – João 3.8
“Vento” e “espírito” são a mesma palavra hebraica, ruah. Ninguém diz ao Espírito onde soprar. Ele sopra onde quer. Mas muita gente quer lhe dizer onde soprar. Povo curioso, o povo crente!


Dizemos ao Espírito onde ele deve soprar quando sacralizamos formas e métodos como suas linhas de ação. Sou conservador em teologia e tradicional em liturgia. Mas minha opção não move Deus. Sou batista por conversão (converti-me numa igreja batista) e depois por opção (examinei e freqüentei outros grupos, e permaneci batista). Exulto com minhas opções e as julgo corretas, não porque sejam minhas; são minhas porque as julgo corretas. Mas não penso ter o copyright de Deus. Sou expressivo no que abraço e defendo, mas não sou parvo.
Devemos ter cuidado para não fazermos o Espírito soprar onde queremos. É bom ser apaixonado pelo que se faz e pelo que se crê, mas não orientamos Deus. Disse alguém que fora de certo modelo eclesiológico não há salvação nem futuro para a igreja. A salvação vem por Cristo, e não por modelo algum. Futuro há, porque quem mantém a igreja viva há dois milênios é o Espírito Santo, e não algum modelo.
Há antitradicionais que são tradicionais. Sua tradição é ser contra o estabelecido. São novidadeiros. Havia uma sorveteria em São Paulo chamada “Sem Nome”. Não ter nome era seu nome. Há os que são contra as denominações e colocam uma placa “Aqui reúnem-se cristãos”. São a denominação “Contra as denominações”.
Outros têm o monopólio da vida: “A Igreja Viva”. Outros, o monopólio da ação do Espírito. Vi numa igreja na periferia de Brasília: “A igreja onde o Espírito age”. Enquadraram o Espírito Santo.
Ele só sopra naquela igreja. Nem sempre a linha entre entusiasmo e desequilíbrio é bem definida. Não raro descamba para a falta de bom senso e coisas piores.
Quando era criança e soltava pipa (por imitação, porque achava tolo ficar olhando para céu, mordendo a língua e sacudindo o braço), cantei uma musiquinha infantil: “Vem, vento caxinguelê, cachorro do mato quer me morder”. Quem foi criança e soltou pipa, deve ter cantado isto.
Pedir ao Espírito que sopre não é coisa de criança. Ezequiel pediu. Mas determinar onde ele deve soprar é coisa de gente que, por certo, não sofre de baixa estima.

O que quero dizer é isto: vendo a crise de nossas instituições, a falta de rumo de igrejas e pastores, o crescimento avassalador do mal, e assustado com nossa indiferença com a corrupção no Brasil (esta herança maldita ficará), vejo que precisamos do sopro do Espírito. Mais que métodos, modelos e planejamento, os batistas precisam do sopro do Espírito. Nos ministérios, nas instituições, nos líderes, e nos crentes, mais em busca de festa que santidade.
O Espírito sopra onde quer. Graças a Deus! Ele não se subordina a nós. Mas podemos pedir seu sopro. “Então ele me disse: Profetiza ao fôlego da vida, profetiza, ó filho do homem, e dize ao fôlego da vida: Assim diz o Senhor Deus: Vem dos quatro ventos, ó fôlego da vida, e assopra sobre estes mortos, para que vivam” (Ez 37.9).

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