Três coisas marcaram o homem em todos os tempos, mas muito mais em nossos dias: o individualismo, o egoísmo e o indiferentismo.
1. Individualismo – O homem moderno só pensa em si mesmo, para a maioria nem o próximo nem a família nem os filhos valem alguma coisa. São tolerados enquanto não me estorvam ser feliz. A psicologia tem formado este conceito de felicidade - “Você é quem deve ser feliz, os outros são os outros”. Realizar os meus sonhos. Não aceito limitações. Posso até ajudar, desde que não me atrapalhem. O individualista é aquela pessoa capaz de ser feliz sem distribuir felicidade.


2. Egoísmo – É característica do homem natural que quer tudo para si. Não é feliz porque deseja sempre o que é do outro e isso lhe faz pensar. “Eu tenho direito a tudo, não posso dar nem repartir com ninguém”.
3. Indiferentismo – Caracteriza a grande maioria das pessoas. É uma insensibilidade que não permite ver os outros e muito menos ver o que os outros sofrem. É como se os outros não existissem.
Estas três características são muito semelhantes. No fundo, são a mesma coisa, e poderíamos chamar de desamor. Não nos importamos com o próximo porque não o amamos.
Jesus está no fim do seu ministério terreno. Reuniu os seus apóstolos para as últimas instruções. Antes, lavou os pés deles como uma preparação para que eles entendessem o que iriam ouvir. Para começar, Jesus lhes deu um novo mandamento: “Um novo mandamento vos dou, que vos ameis uns aos outros como eu vos amei”. Por que novo mandamento? No Velho Testamento já estava escrito: “Amarás ao teu Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a ti mesmo”. Aqui não havia o padrão. Jesus ensinou diferente. Agora Jesus é o referencial para o amor - “como eu vos amei”. Este é o ponto crítico da vida cristã.
Como viver o que Cristo ensinou? No campo da vida cristã, as igrejas evangélicas, na sua grande maioria, estão falidas. A Bíblia não é mais o padrão dos costumes das igrejas, a ética deve ser o que a sociedade determinar, como manda a Teologia liberal. A sociedade é o padrão. O que Jesus ensinou, quando não convém, é coisa do passado. É preferível igreja sem pecado e sem inferno, porque assim tudo pode ser praticado em nome de um cristianismo falido, hipócrita, sem poder para  resistir ao mal. A pregação é uma panaceia. Prega-se um evangelho transfigurado para encher os templos, mas o reino de Deus continua vazio, nem é lembrado. Fala-se muito em amor, mas os corações estão cheios de rancor, de ódio, de falácia, de maledicência, de angústia. Por quê? Quem sabe, não são novas criaturas? Continuam cobertos dos andrajos asquerosos do pecado. É necessário retornar aos ensinos de Jesus e deixar que eles nos deem o caminho para a vida. É matando nossos desejos que aprendemos a andar com Cristo. Isto significa limpar a mente dos desejos mundanos, e que o amor não seja declaração banal de mentes cheias de ódio ou de indiferentismo.
“Nisto conhecereis que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros”. Jesus está dizendo que o amor entre os cristãos tem que estar na frente de qualquer outra coisa que somos. E falharmos nisso, o mundo terá o direito de negar que somos discípulos de Cristo. Nosso amor para com os outros é a marca de autenticidade de que seguimos a Cristo. Este amor consolidado por terem todos os cristãos o mesmo Salvador, os mesmos interesses, o mesmo espírito, o mesmo destino, os mesmos recursos e o mesmo serviço, o de promover o reino de Deus. Mas, o mesmo destino? Como viverem juntos no mesmo reino se são inimigos? Com a entrada do pecado, o homem passou a odiar a Deus e amar o mundo. Mas Deus tomou a iniciativa do amor, enviando seu Filho. Os crentes são chamados com base no amor do próprio Deus. “Quem ama a seu irmão permanece na luz, consequentemente, quem não ama está em travas”.

 

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