De Deus me veio a santa vocação

De apascentar ovelhas do Senhor;

Ficou bem clara a celeste visão

De ser, do céu, humilde pregador.

Mil novecentos e cinquenta e oito!

Lembro-me bem: em maio aqui cheguei.

E num ambiente de luz suave, envolto,

Posse na igreja, aqui, então tomei.

 

Dia onze do mês já referido,

Desafiante obra comecei.

Com resoluta fé, e decidido,

Ao alto mar minha frágil nau lancei.

 

Visão de Deus no coração trazia,

E, dEle, revelei as intenções:

Que nesta igreja, grande primazia,

Tivesse a ingente obra de Missões.

 

Missões ao povo que jamais ouviu,

As tribos que perecem sem saber

Que por elas o Céu amor sentiu;

Que por elas Jesus ousou morrer.

 

Incontinente a igreja decidiu,

De Deus o desafio aceitar,

E, desta decisão jamais fugiu,

E, desta obra não recuará

 

Bem no começo do meu ministério,

Luta travei da grande construção:

Rude peleja num combate sério,

Triunfos tive e grande provações.

 

A construção, porém, do grande templo,

Do povo crente revelou pujança

Que se tornou, de amor, sublime exemplo

De, pela fé, vencer contra a esperança!

 

Provada foi a fé do povo audaz,

Nos grandes lances desta construção:

Mostrou-se resoluto e pertinaz

Pra triunfar na Grande comissão.

 

Viagens missionárias realizei,

De perto vi as tribos sem Jesus;

Ouvi seu pranto e também chorei

Vendo milhões a perecer sem luz.

 

E, nesta igreja, esta visão ficou:

Vidas e bens são postos sobre o altar;

Jovens, tocados pelo Santo Amor,

Têm ido às tribos, de Jesus, falar.

 

Missões! - do céu o assunto principal

Também, da igreja, o assunto deve ser.

Se, deste assunto, a igreja não tratar,

De morte vergonhosa vai morrer!

 

Segura, igreja, esta visão do Céu;

Obedece ao teu Digno Salvador.

É bem melhor a Cristo ser fiel

Do que deixar o teu Primeiro amor.

 

Contemplo, agora, a igreja se arrojando

Ao grande mar da obra de Jesus,

E nunca das tormentas recuando,

Na peleja santa de espalhar a luz.

 

O Inferno, então, ataca resoluto,

Tentando tudo para nos vencer.

Vejo Satã, o adversário astuto,

Lançando dardos pra nos abater.

 

Não há temor igreja do Senhor!

Despreza as setas que o inimigo lança,

E, com coragem e santo destemor,

Ergue a bandeira e, por Jesus, avança!

 

Entende bem, igreja, a tua luta:

Não contra a carne vamos batalhar,

E nem do homem, em sua vil disputa,

É nossa vocação participar.

 

Nossa luta, de Deus, tem galardão

Que Jesus prometeu, do Céu trazer

Para entregar a quem, de coração,

De Cristo a voz ousar obedecer.

 

No Brasil, Moçambique, Senegal;

Tribos perdidas do Nava Guiné,

A Obra desta igreja é proclamar

De Cristo a paz e a verdadeira fé.

 

É fazendo missões que a igreja vê

O retorno triunfante do Senhor,

Quando, do Céu, Ele irá descer

Com a multidão que Ele resgatou.

 

Este poema fiz, igreja amada,

Para exaltar o nome do meu Deus.

E, nos combates da luta sagrada,

Que cresça ELE e diminua eu.

 

Ilhéus, 29 e 30/10/1993.

Dedicada à 1ª Igreja Bíblica de V. Conquista, no dia do seus 94º

Aniversário – 4/2/1994

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