Num passeio pela floresta da Tijuca, o adolescente fez alguma coisa que Pedro, seu pai, reprovou duramente. Apesar de o garoto pedir desculpas, o pai ficou uma arara. Ao voltarem para casa, o pai parou o carro em frente à casa de um colega do filho, onde havia uma festa e recomendou em tom de voz irado: “Antes de dez e meia em casa, hein?” Pedro estava realmente cheio de raiva. Sua autoridade paterna fora desrespeitada pelo que ele achava ter sido um atrevimento do adolescente. Ele entrou em casa e o seu furor foi crescendo ao invés de diminuir com o passar do tempo. Andando na sala de um lado para outro, olhava para o relógio a cada instante. Foram quase três horas de espera. Às dez horas, o rapaz entrou. O pai o chamou para uma “conversa”. Olhando nos olhos do filho, começou um veemente discurso extravasando a sua ira. Vez por outra, o adolescente tentava interromper o discurso inflamado do pai, dizendo: “Pai, eu quero lhe dizer uma coisa”. “Você não tem nada para me dizer; fique calado e apenas escute” esbravejava o pai. Durante quinze minutos, o pai discorreu sobre sua autoridade paterna, sobre seu amor pelos filhos, sobre a atitude do filho que lhe causara tanta zanga. E o filho dizendo apenas: “Pai me deixa dizer uma coisa”. Terminando o iracundo discurso, finalmente o pai consente: “Vamos lá; o que você ainda acha que tem para me dizer?” E o filho, franzindo o nariz, diz apenas: “Você está com mau hálito, pai”. Pedro ficou sério, mas não pode disfarçar que achou  graça do que o rapaz estava querendo lhe dizer desde o princípio. Aparentemente, o jovem não prestou atenção a nada do que o pai dissera. Estava preocupado apenas com o mau hálito do “coroa”. Após contar essa história em sua pregação, Pedro, o conhecido Pedro do Borel, comentou que ira produz várias enfermidade no estômago, que causam úlceras e até o mau hálito. Se a raiva não for debelada, pode levar à morte. Por que dar lugar à ira no coração? Jesus ama você e ama também a pessoa contra quem você está irado. Jesus ama você e ama seu inimigo. Se você algum dia sentir-se irado contra alguém, ore por essa pessoa, peça que caia sobre ela a graça do perdão, a paz e o amor de Jesus. Ao orar pela pessoa contra quem você está irado, você está tirando a ira do seu próprio interior. Paulo já recomendava, a bem da paz, da saúde e – por que não? Até a bem do bom hálito dos seus leitores colossenses: “Despojai-vos da ira” (Cl 3.8). A raiva é um sentimento danoso. Uma pessoa que se deixa dominar pela ira vive menos e uma qualidade de vida inferior. A ira acelera os batimentos cardíacos, obstrui os vasos sanguíneos que irrigam o cérebro, impedindo o raciocínio para a solução dos prolemas que a causaram. A ira escolhe sempre o caminho mais penoso, cerceia a criatividade dificulta o aprendizado, impede o bom relacionamento, desfaz amizades, ao contrário da palavra branda, que “desvia o furor”. Você não tem como impedir que a ira apareça em seu coração. Ela é algo que faz parte da sua natureza. O problema é fofear o colchão da ira e deixá-la aninhar-se e permanecer no seu interior. Conserve o bom hálito da paz em sua alma. “Deixa a ira e abandona o furor; Não te enfades, pois isso só leva à prática do mal” (Sl 37.8). Deus se ira contra o pecado porque o pecado o separa do objeto do seu amor, mas a ira não é um componente dos atributos de Deus, nem se direciona contra as pessoas. Ele é, antes, benigno, misericordioso, justo e perdoador. É o meu pecado, não a ira de Deus, que o separa de mim. Assim, se eu não quiser estar no alvo da ira divina, devo me separar de todo pecado.
       

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