NÃO TENHA MEDO DE DIZER QUEM VOCÊ ÉAs pessoas de um modo geral não se abrem com facilidade. Temos medo de nos expor. Receamos abrir os porões do nosso subconsciente. Há extrema dificuldade de rasgarmos as entranhas com tudo o que está lá dentro. Não expomos nossas fraquezas. A nossa natureza humana está sempre se resguardando da exposição das mazelas. Vivemos uma vida de aparência religiosa, blindados em nosso próprio ego. Não queremos que as pessoas saibam das nossas incoerências. Gostamos de ouvir ex-viciados, ex-traficantes, ex-prostitutas, ex-homossexuais, mas não revelamos que somos ex algumas coisas também. A confissão sincera trata os que confessam e os que ouvem. Somos todos enfermos em tratamento. O Senhor ainda não concluiu a Sua obra em nós. Diz Paulo: “E estou certo disto: aquele que começou a boa obra em vós irá aperfeiçoá-la até o dia de Cristo Jesus” (Fil 1.6).

O apóstolo Paulo reconheceu as suas fraquezas (Rm 7). Este texto revela a sua fragilidade. O quanto ele era vulnerável. Relata a sua tendência em fazer o mal. Ele expõe a sua dificuldade em realizar a vontade do Pai em detrimento da sua. Reconhece a sua natureza humana perversa e má. O próprio profeta Jeremias (que profeta autêntico e, por isso, maravilhoso!) denuncia a natureza do coração do homem. “O coração é enganoso e incurável, mais que todas as coisas; quem pode conhecê-lo?” (17.9). Nós escondemos dos outros as nossas mazelas, fraquezas, mas não as escondemos de Deus. Ele examina as nossas entranhas de forma incomparável (Sl 139).

Tenhamos a coragem de dizer para o Senhor quem realmente somos. Ele não despreza um coração quebrantado e contrito (Sl 51.17). Não escondamos do nosso próximo as nossas fraquezas, mas não nos esqueçamos de testemunhar o poder da graça de Deus em nos perdoar plenamente. Aprendamos a repartir o que somos e a confiarmos no amor de Deus que nos aceita incondicionalmente. Não importa a reação das pessoas, mas como Deus nos aceita e nos perdoa em Cristo Jesus. Fomos alcançados pela graça de Deus para agirmos sempre com graça em relação ao nosso próximo. O Deus da graça me aceita e, por isso, devo aceitar o meu próximo mesmo que ele me odeie e me prejudique.

Que haja em nós a autenticidade de Jesus, pois na sua natureza humana, disse: “Meu Pai, se possível, afasta de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres” (Mt 26.39). Não tenhamos medo de repartir o nosso coração. Que o Senhor nos livre do medo de sermos julgados pelos homens. Que a nossa consciência esteja sempre limpa diante de Deus. Não nos defendamos diante das acusações. Vivamos no descanso da obra de Cristo na cruz e na ressurreição. O tempo e a graça de Deus são dois amigos muito especiais para aqueles que O amam. Que as nossas vidas sejam autênticas, coerentes e sem máscaras. Quando temos a coragem de compartilhar as nossas vidas podemos abençoar outros que têm os mesmos problemas. A nossa confiança deve estar na suficiência de Cristo, que deu a Sua vida de forma plena, absoluta, na cruz, por nós. Isto é simplesmente maravilhoso! Esta realidade nos encanta e nos faz cantar sempre para a Glória do Pai.

 

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