Aconteceu no dia 21 de abril de 1973. Os fatos estão presentes e inesquecíveis na mente da nossa irmã Maria de Lourdes. Ela era uma devota das almas, tinha que acender  uma vela para as almas toda segunda-feira. Era também viciada em bebidas alcoólicas. Molhava o pão no vinho, não no leite, para as rabanadas de Natal. Era viciada também no jogo do bicho.
Naquele dia uma senhora vizinha convidou-a para ir à Igreja Batista de Barão da Taquara, na Praça Seca, Rio de Janeiro. Pregou o então pastor da igreja, doutor Davi Malta Nascimento. Em sua mensagem o pastor afirmou que Jesus não dá somente a salvação, mas dá também a libertação dos vícios e enfermidades, solução de problemas como desemprego, distúrbios familiares, etc. “Há alguém doente em sua casa? Há alguém desempregado? Entregue a sua vida a Jesus e deixe que Jesus solucione seus problemas”, disse ele. Aquela mensagem tocou fundo no coração de Maria de Lourdes. Uma filha, que ficara em casa, lutava contra uma bronquite crônica. Após a mensagem do pastor, a igreja cantou o hino 222 do Cantor Cristão. Enquanto a igreja cantava, o Espírito Santo foi trabalhando na alma de Maria de Lourdes: “Manso e suave, Jesus convidando, chama por ti e por mim, eis que ele à porta te espera velando, vela por ti e por mim. Vem já, vem já, alma cansada vem já... Manso e suave Jesus convidando. Chama, ó pecador, vem”. Aquela música tocou o coração de Maria de Lourdes. Ela sentiu que a mensagem do hino era dirigida a ela. Antes do final do hino atendeu ao apelo do pregador e foi à frente aceitando a Cristo. Foi curada de vários problemas de saúde e libertada da opressão satânica. Uma conversão real. Para sua surpresa, quando chegou em casa Maria de Lourdes logo percebeu que sua filha tinha parado de tossir e depois veio a confirmação médica: Estava curada! Nunca mais Maria de Lourdes foi tentada sequer a provar bebidas alcoólicas ou a jogar no bicho. Imediatamente ela começou a falar de Jesus a todas as pessoas que encontrava pela frente. Há muito perdeu a conta de quantos já levou a Jesus: Macumbeiros, agnósticos, católicos devotos, e seu trabalho continua sem alarde, sem o mínimo intento de aparecer. Uma das pessoas que ela levou a Cristo logo depois da sua conversão foi sua própria irmã, no dia mesmo em que sua irmã ia “fazer cabeça” em um centro de umbanda e foi libertada do jugo de satanás. Ela argumentava: Tudo o que eu fizer pelo Evangelho de Jesus não é nada em comparação à transformação tão grande que ele fez na minha vida.
Naquele tempo as pessoas se convertiam só de ouvir o cântico dos hinos de apelo. Nos meus 54 anos de pastorado, batizei inúmeras pessoas que foram atraídas a Cristo pelos hinos que falavam ao coração. Lembro-me de um teosofista muito culto em Piracicaba que se converteu na calçada em frente à Casa de Oração. No momento em que ele ia passando e a congregação cantava “Ao findar o labor desta vida, quando a morte ao teu lado chegar, que destino há de ter a tua alma? Qual será no futuro o teu lar?” Uma senhora saiu de casa disposta a cometer suicídio. Ao passar ao lado do templo da igreja, ouviu o cântico de um hino que tocou o seu coração. Ela subiu as escadas do templo, entrou e aceitou Jesus. Sua vida foi duplamente salva: Da morte e da perdição, pela força da mensagem cantada pela igreja e que tocou seu coração. Por que será que hoje tantas pessoas têm tanta aversão aos hinos? Com certeza, penso, é porque não estão interessados em que as músicas toquem o coração dos pecadores e os levem a uma experiência de conversão a Cristo. Continuemos orando por um avivamento! Um verdadeiro avivamento levará os crentes a terem paixão pelas almas perdidas e esse amor se manifestará nas músicas que escrevem e cantam.

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