Temos sido, nos últimos meses, abalados com notícias e dados que, como Igreja de Cristo, nos deixam antever o cumprimento de profecias, há muito escritas na Palavra. Virús e gripes de todas as origens – Ásia, México - , ebola, aids etc., a cada ano se multiplicam com rapidez por vários países de todos os continentes e exigem novas drogas e medidas em nível global.
Observando a escalada da violência no século XX e início do XXI, percebemos que atualmente a guerra deixou de ser entre nações e passou a ser travada contra um inimigo invisível: o terrorismo em escala global e não apenas limitado ao Oriente Médio. Quando abordamos a questão dos Direitos Humanos, nos deparamos no Pará e no Amazonas com a multiplicação dos casos de exploração sexual infanto-juvenil e de trabalho escravo.
Terrorismo e máfias, muitas vezes com bases incrustadas no próprio Estado. Como em alguns exemplos claros na América Latina, Oriente Médio e Coreia, como nos testes nucleares realizados pelo ditador coreano Kim Jong II mostram a falência de governos e a ineficácia dos sistemas de controle atuais e são elementos cruciais para compreendermos os novos tempos, como nos aponta o livro O Grande Júri do Apocalipse, do Pr. Rosivaldo de Araújo (Editora Obra Santa, 3ª Edição, 2009).


Enquanto radicais religiosos atacam ícone do “ocidente” e do capitalismo em Nova Iorque, Paris, Londres, Tóquio e Madri, outros atentados acontecem na Indonésia, Egito, Israel, Iraque e Índia, enquanto, no norte do México e na Colômbia, cartéis do tráfico chegam a controlar departamentos (Estados) inteiros e assassinam autoridades e policiais... No Brasil, doenças  outrora dadas como praticamente extintas como dengue e meningite voltaram com força total e fizeram 500 mil vítimas em dois anos, só nos estados do Rio e da Bahia, e se espalham até mesmo para o Paraguai e Bolívia, conforme dados oficiais.
Hoje, a velocidade de expansão de tais mazelas se dá com a ajuda da sociedade a jato e do uso de altíssima tecnologia. “Não somos sujeitos nem fomos sujeitos da técnica, mas, pelo contrário, estamos inteiramente sujeitos a ela, isto é, sujeitos à indizível incontrolabilidade que domina sua essência. A técnica não pertence ao homem... é uma potência estranha ao homem como além-do-homem e ele exige outros vínculos e comprometimentos”, como diz Antonio Abranches no texto A Miragem no Deserto, publicado em o Nó Górdio (2001).
Hannah Arendt alerta: se de um lado não podemos duvidar do potencial de criação do homem, por outro, não há motivo para duvidarmos da nossa capacidade de destruição da vida, a questão é apenas se desejamos usar nessa direção nosso conhecimento científico e tecnológico e esta é uma questão que não pode ser resolvida somente por cientistas.
Fica evidente que a ciência consegue nos fornecer algumas direções, e vemos que o uso da tecnologia sem um compromisso moral e ético, como foi até aqui empreendida pela humanidade, nos sugere um futuro não muito promissor.
Prossigamos com a missão da Igreja, pregando o evangelho, a Boa Nova de Esperança àqueles que estão verdadeiramente sedentos da Palavra, anunciando a justiça e a paz, pois “bem aventurados os pacificadores, porque ele serão chamados Filhos de Deus” (Mateus 5.9).                

Elton Soares Mendes
Prof. de sociologia e ciências políticas no Seminário Peniel/RJ e membro da IB Jardim Botânico/RJ.

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