O alcance da oração modelo ensinada por Jesus aos discípulos parece uma pedra jogada num lago. Os arcos provocados pela pedra, cada vez mais, vão alcançando plenitude maior. 
Vamos ilustrar essas amplitudes com algumas perguntas.
Sou perdoado porque perdoo, ou perdoo porque sou perdoado? Se peço que venha a nós o vosso reino, porque em nossas reuniões de oração só aparecem pedidos para dificuldades aqui na terra? Se pedimos que seja feita a vontade de Deus, porque reclamamos tanto da vida, daquilo que nos acontece? Se pedimos para Deus não nos induzir à tentação, porque surfamos tão à vontade por esse mar cercado de oportunidades para pecar? Muitas outras perguntas poderiam ser feitas, mas vamos nos concentrar apenas em uma. 
O que Cristo quis dizer quando nos ensinou a pedir que o nome de Deus seja santificado?

Como o nome de Deus pode ser santificado? De que forma? De início lembremos que nada penetra tão profundamente nos que nos cercam como o nosso caráter. Uma pessoa com um caráter semelhante ao de Cristo jamais passará despercebida. Lembremos que nas bem-aventuranças Cristo afirma que os pacificadores serão chamados filhos de Deus. Vejam que impressionante! Não é o pacificador que diz ser filho de Deus, são os outros que dizem isso dele!
Os membros das igrejas costumam medir-se uns aos outros, e vez por outra surge a afirmação: “Fulano não é crente! Beltrano não é convertido”! Essa pergunta não existe com relação ao pacificador. A única forma do nome de Deus ser santificado é quando o cristão tem um agir semelhante ao de Cristo. Quando peço que o nome de Deus seja santificado, estou pedindo que Deus invista em meu caráter. Um caráter semelhante ao de Jesus se revela quando sentimos alegria por sofrer por Cristo, pois foi esse o ponto alto do caráter de Jesus, quando, no Calvário, pediu que Deus perdoasse os que lhe traspassaram, referindo-se a maldade última de certificarem-se de sua morte.
Apocalipse afirma que, na sua segunda vinda, esses que o traspassaram o verão. Já imaginaram o alcance de não termos um caráter semelhante ao de Jesus? Contemplaremos as vezes que falhamos em cumprir esse rogo “santificado seja o teu nome”. É bem conhecida a história de um missionário que viveu breve tempo numa tribo e depois, por dificuldades físicas, voltou ao seu país de origem. Muitos anos depois, um novo missionário recomeçou a evangelização. Ao abordar um idoso a respeito de Cristo, o idoso afirmou: “Nós o conhecemos. Ele já esteve entre nós”. Só mais tarde o segundo missionário entendeu que os nativos referiam-se ao seu antecessor. 
Quem poderia desejar maior glória do que essa? Isso é que é ter resposta ao pedido “santificado seja o teu nome”. Irmão! Ore, “santificado seja o teu nome”, e prepare-se! Muita coisa assustadora irá acontecer! Lembre-se! Cristo revolucionou os seus dias! Está claro, numa dimensão bem menor, mas muita coisa surpreendente vai acontecer ao seu redor. Louvado seja Deus por vir a nós, de glória em glória, como dizia Paulo.


Manoel de Jesus The
O Jornal Batista – 13/04/14

Entre em contato

Praça Caixeiros Viajantes S/N - Centro
Vitória da Conquista - Bahia
Fone/Fax: (77) 3424-6596
Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.