Há um grupo de crianças que vive uma situação de maior perigo do que aquelas que nunca ouviram sobre o Senhor Jesus. São crianças acostumadas a conviver na igreja evangélica, a maioria delas desde o seu nascimento. Familiarizam-se com o linguajar da sua igreja, com o comportamento dos crentes, com a liturgia, com as programações rotineiras, com os eventos da igreja. Participam com fidelidade e entusiasmo das atividades da igreja: são alunas da Escola Bíblica Dominical, memorizam versículos bíblicos, fazem lindas orações, ofertam com alegria, cantam no coral infantil, atuam nas peças em datas como Natal, Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Pais, participam de EBFs. Contudo, estão totalmente perdidas, e bem dentro da igreja!

Algumas vêm de lares não cristãos, outras são filhas de membros fiéis e ativos ou ainda filhas de membros que atuam na liderança. Mesmo sendo crianças filhas de pais crentes, não são automaticamente filhas de Deus. 

Nunca experimentaram o novo nascimento; nunca nasceram na família de Deus para tornarem-se filhas de Deus, conforme João 1:12. Esse acostumar-se com as coisas da igreja torna essas crianças religiosas, mas não salvas. Por isso, muitas ao atingirem a idade da adolescência trocam esse convívio da igreja pela atração que as coisas do mundo lhes oferece.

O fenômeno de “crianças igrejadas” existe por várias razões. Porém, podemos destacar as principais fontes: os pais, a igreja e os professores.

Muitos pais evangélicos não reconhecem e tampouco assumem como sua prioridade o ensino das verdades de Deus para seus filhos, conforme Deuteronômio 6:4-9  e Efésios 6:4. Pensam que é suficiente levá-los à igreja e que cabe aos professores a tarefa de conduzir os seus pequeninos a Deus. 

A igreja também não dá prioridade às crianças em seu ministério de ensino, ordenado pelo Senhor Jesus em João 21:15 - “...Cuide dos meus cordeiros”. Não se dá crédito à conversão de uma criança, tampouco às palavras de Jesus: “um destes pequeninos que creem em mim” (Mateus 18:6). 

Os professores contribuem para isso, quando não têm a preocupação de evangelizar seus alunos. Muitos não evangelizam suas crianças porque não sabem como fazê-lo. Outros ainda porque não acreditam que as crianças são pecadoras - “todos pecaram” (Romanos 3:23). E, como sem nascimento não há crescimento, as crianças vão ficando igrejadas. É evidente que nunca ocorrerá uma transformação, porque nunca houve um nascimento espiritual.

Então, o que fazer para evitar este triste fenômeno? A primeira necessidade da criança igrejada é reconhecer que é pecadora e precisa receber o perdão dos seus pecados que Jesus, por sua morte e ressurreição, já conquistou. É preciso que cada pai e cada professor apresente a mensagem da salvação para a sua criança, dependendo da ação poderosa do Espírito Santo, que convence do pecado (João 16:8).

Queridos pais, professores, líderes de departamentos e pastores, despertem do profundo sono da indiferença para com a situação espiritual dessas crianças! Acordem para a triste realidade das “crianças igrejadas” (que podem ser seus filhos ou suas filhas) antes que seja tarde demais! São CRIANÇAS QUE ESPERAM POR VOCÊ!

 

Pr. Natanael Cardoso Negrão

Diretor da APEC para a Região Norte.

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